Apresentei alguns dados no post passado e o pessoal entrou no espírito pra gerar discussão. Quero agradecer a todos que comentaram e palpitaram, e avisar que estou estudando o máximo que consigo a respeito desse tema, que acho que vai ser meu foco nos próximos meses.

O Giovanni disse em seu comentário sobre os erros da RBS em relação ao ClicRBS. Eu aviso então um link pra ser acessado por quem se interessou pelo assunto: www.kzuka.com.br/blumenau

Voilá! A RBS comprou há algum tempo já, o portal gaúcho jovem Kzuka, e agora ele vai chegar com força aqui em Blumenau. É um passo e tanto, que será dado definitivamente na próxima semana. O fato é que a RBS ligou diretamente a idéia de conteúdo online e interatividade total com o público jovem. Kzuka dentro do colégio, na hora do recreio. Isso é ótimo! A molecada que vive na internet agora mesmo quando não está na frente do PC é levada a atualizar o Kzuka. Vídeos, fotos, blogs, tudo aberto para a garotada antenada na web. A RBS, dessa forma, está preparando esse público jovem para daqui há anos se tornar leitor de jornal. Os gaúchos não são bobos não.

Já o Duwe (que ainda não sei pq não tem um blog) mostrou um ponto muito importante, contrastando com esse papo de Kzuka. Os leitores da Folha de Blumenau são cinqüentões. Provavelmente, até mais do que os do Jornal de Santa Catarina. Mas não adianta, os leitores de jornal impresso estão cada vez mais migrando para a faixa etária 40-55 anos.

Mesmo assim, o Kzuka prova que isso pode mudar. É só usar a cabeça (e o bolso) e arriscar um pouco nas estratégias de marketing. Acho que a Folha pode trazer estes cinqüentões para a internet (a maioria do público da Mundi Editora se encontra nas Classes A e B), e fidelizar os que ainda não chegaram nessa idade. Mas mais importante que isso: pode conquistar novos leitores e gerar maior renda através de sua página na web.

O website não mataria a versão impressa, pelo contrário. Traria mais leitores para ela. Ao invés de ter a versão completa no papel e o link para que os assinantes tenham acesso a conteúdo exclusivo na web, por que não fazer o contrário?

A Folha poderia revolucionar o jornalismo blumenauense oferecendo um conteúdo consistente e de confiança pela internet. As matérias sairiam primeiro na web, para depois ganhar as páginas do jornal. Resultado disso? Quem acompanha o site procuraria na edição do dia seguinte, nas bancas, os desdobramentos da matéria que foi lançada primeiro na rede.

Ao invés de assinar o jornal impresso e ter acesso ao conteúdo exclusivo na web (vide Folha de SP, Estadão e tantos outros) o leitor poderia ter acesso ao material na internet, e caso se interessasse, explorar as miudezas mais detalhadas do fato (o conteúdo exclusivo mencionado antes) na versão impressa. É só virar a pirâmide de cabeça para baixo.

Para o post não se tornar insuportavelmente longo (se já não o está), vou abordar os temas comentados pela Marina e pela Natália no próximo post, em breve.

Mas me digam… vocês conseguem vislumbrar o funcionamento desse processo que eu descrevi? É possível coloca-lo em prática sem perder com isso qualidade de informação? Sem perder receitas? Sem perder credibilidade?