- E aí cara, por onde andas?
- Eu sei, eu sei. Sumi, né?
- Porra, e como! Nunca mais deu sinal de vida.
- Sabe como é, acontece. Mas tô de volta, visse?
- De volta o caralho, que tu sempre esteve por aqui que eu sei. No fundo, tu não queria é dar as caras mesmo.
- Querer eu queria, mas…
- Sem “mas” que tu não tem nada que ficar se explicando. Pra mim não, saca?
- Tô ligado, valeu. E o que me contas?
- Aí que tá, velho. Tu sumiu tanto que nem rola mais esse papo de “o que me contas?”, manja? Tá tudo novo, tudo mudado.
- Tanto assim, é?
- É brother. O pessoal mudou, ta todo mundo namorando ou morando fora. Tu fez falta. Não dá de refazer tudo como se não tivesse passado tempo nenhum.
- Não?
- Não.
- E aquele papo de “pra sempre”?
- Não existe esse negócio de “pra sempre”, cara. Nunca existiu. Tipo, é pra sempre, mas não é igual, entende?
- Sei…
- E daí que a vida muda, as pessoas mudam. O tempo passa. Não achasse realmente que tudo ia estar como antes, achasse?
- É, no fundo nós dois sabemos que não.
- Então, velho, é isso aí. Ninguém vive de contos de fadas aqui não. Agora é contigo, meu irmão. Tu tá nessa sozinho.
E ele se virou e caminhou na direção oposta. E aqui, ao meu lado, apenas a sensação de que o mundo nunca pára de girar.
Ter 5 Agosto, 2008 at 9:23
mesmo texto, mesmo comentário: ‘nada permanece inalterado até o fim’.
Ter 5 Agosto, 2008 at 15:43
é, cara, tais sumido…
ahahahahahahahahahah
Qui 7 Agosto, 2008 at 13:25
tu é um sem graça.
Sex 8 Agosto, 2008 at 19:36
Poxa, meio triste isso né? mais muito inspirador
a Lorelai é inspira com seu jeito de ser *-*
ótima sexta feira
Sex 8 Agosto, 2008 at 22:06
Xii.. nem votei em você lá. Mas gostei do texto anterior, o Reencontro. Me lembrou umas coisas que passei esses tempos.
Sáb 9 Agosto, 2008 at 0:41
Ah, é, aconteceu comigo também. Quase a mesma coisa, só que tipo, não era essa “grosseria” de “vá se danar, você sumiu e agora não pertence mais aqui”. Foi só percepção, com os diálogos e tal.
;P
Legal né? Duas coisas semelhantes em um espaço distante.
Seg 11 Agosto, 2008 at 11:09
Ai.
Senti cada pêlo do meu corpo eriçar-se com o que li. Passo pela 470 todos os dias, de segunda à sexta. E revolto-me com a imprudência dos motoristas, principalmente, com os motoristas que carregam outras vidas dentro de um veículo de morte.
E, senti mais arrepio ainda, pelo fato do namorado ter sobrevivido a um desses acidentes, mas não na BR. Na SC-470.
Beijo meu *: