Publicado em Contos

Ningu�m escreve a morte celebrando a vida.

Disse isso e nem parei pra pensar em seu real significado.

O nosso poder de sorrir falsamente e fingir que nada aconteceu � mais forte do que eu podia querer, ou imaginar.

A decep��o � constante (creio eu) na vida de qualquer otimista. At� mesmo C�ndido duvidava de seu pr�prio otimismo (influ�ncias liter�rias? bah…).

E quem sou eu (o pessimista) para dizer o que � falso e o que � de cora��o?

Eu, que nada sei de otimismo ou de sentimentos. E sequer sei da raz�o?

Sou tolo e sou sonhador.

Sou cego e apaixonado.

Sou infantil e est�pido.

Sou algu�m que nunca cresceu, e que por tr�s de uma m�scara de triste pessimismo, acredita, sim, na beleza de tudo.

At� de voc�.

E nunca pense que n�o.

Hoje pensei em escrever algo feliz, algo para dizer “EU TE AMO”, ou “VOC� SEMPRE PODER� CONTAR COMIGO”, te dizer que nada mudou, que meu amor n�o se abalou.

Mas se meu choro se esconde durante o dia, n�o significa que sou forte, ou que sou feliz.

Significa que sou falso (ou n�o?).

E que quando olho pra voc�, perd�o pedindo perd�o.

E quando olho pra mim, perd�o pedindo perd�o.

E assim adorme�o, perdoando. E pedindo perd�o.

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Autor:

Fábio Ricardo é jornalista blumenauense apaixonado pelo mundo digital, por inovação e por histórias pra contar. Acha que a vida é melhor cercada de gatos, em cima de uma Harley, com uma caneta na mão e uma cerveja em cima da mesa.

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