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E como ontem, dia 4, foi anivers�rio da morte de Noel Rosa, deixo aqui minha homengaem:

O rapaz magrinho e acanhado falou para o violoncelista Homero Dornelas:

— Homero, voc� sabe, eu n�o conhe�o m�sica e queria que voc� escrevesse um samba que fiz hoje.

O m�sico sentou- se ao piano e pediu que o rapaz cantasse o samba.

— Agora eu vou mudar minha conduta…

— Pera�… – interrompeu Homero – repete primeira frase!

— Agora eu vou mudar minha conduta…

— Espera a�, Noel. Este samba n�o pode ser publicado!

— Ora essa… porqu�?

— porque isso n�o � samba, � o Hino Nacional!


E tocou no piano os primeiros compassos do hino, surpreendendo o sambista: Ouviram do Ipiranga �s margens pl�cidas…

— U�… mas � a mesma melodia… E agora?

— � simples… basta uma ligeira modifica��o no encadeamento mel�dico e o samba j� fica outro

(Di�logo reproduzido por Almirante, em entrevista � R�dio Nacional)

E ali mesmo Dornelas trocou algumas notas, dando a forma definitiva ao samba Com Que Roupa? Era o final de 1929.

Ele Nasce no dia 11 de Dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, Noel de Medeiros Rosa, mais conhecido como Noel Rosa.

Noel Rosa aprendeu a tocar bandolim com a m�e, e foi introduzido ao viol�o (seu principal instrumento) pelo pai.

Em 1927, voltava de uma noitada, quando encontrou sua av� paterna enforcada no quintal de sua casa; tinha se matado, repetindo o gesto de um bisav� de Noel, que tamb�m se enforcara.

Noel era muito mais ligado na m�sica que nos estudos (ele que quase estudou medicina).

Em 1931 comp�e um de seus maiores sucessos, o samba “Com que Roupa?” Este vira o maior sucesso daquele carnaval.

No dia 4 de maio de 1937 agoniza em sua casa na Vila Isabel, por causa de tuberculose.

Por volta das dez horas da noite pediu ao seu irm�o H�lio que lhe virasse para o outro lado da cama pois n�o estava se sentindo muito bem, minutos depois, Noel Rosa falece.

“De lutas n�o entendo abacate

Pois o meu alfaiate

N�o faz roupa pra brigar.

Sou incapaz de machucar uma formiga,

N�o h� homem que consiga

Nos meus m�sculos pegar”.


(Tarzan, O Filho do Alfaiate, de Noel Rosa)


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Autor:

Fábio Ricardo é jornalista blumenauense apaixonado pelo mundo digital, por inovação e por histórias pra contar. Acha que a vida é melhor cercada de gatos, em cima de uma Harley, com uma caneta na mão e uma cerveja em cima da mesa.

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