Blog Action Day – Parte 2

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Remédio e veneno das águas
(texto publicado na revista Empresário Acib nº5, de setembro de 2007)

Blumenau é uma das cidades com maior destaque no tratamento de efluentes industriais. Pioneira no Estado na preocupação com o tema, surpreende positivamente com o número de empresas engajadas no tratamento de seus efluentes. Mesmo assim, a cidade está longe de poder comemorar a situação em que se encontram seus rios e ribeirões.

O presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema), Jorge Alberto Müller, explica que mesmo com praticamente todas as indústrias da cidade tratando seus efluentes, o problema está no esgoto doméstico, que não o tem tratamento necessário. “Isso não é um problema só de Blumenau. 98% dos municípios brasileiros têm esse mesmo problema”, explica Müller.

O problema do esgoto doméstico é grave e atinge toda a cidade. O presidente da Faema conta que a expectativa do governo é de que até o final do atual mandato 25% do esgoto doméstico da cidade seja tratado. Até ano passado apenas 2% possuía tratamento, e neste ano este número chega a 4,84%, de acordo com a Fundação. Mesmo com os números distantes, Müller se mostra confiante em alcançar esta meta. “O Samae está fazendo o tratamento, com ajuda federal e municipal, instalando elevatórios tanto no Centro quanto nos bairros. O problema é a falta de educação. O povo precisa ver os ribeirões não como um lixão, mas sim enxergar outras utilidades para ele”, diz o presidente, citando a possível utilização do Rio Itajaí-Açu para transporte e turismo. Em sua opinião, se o rio fosse mais utilizável, para navegação, por exemplo, a população se conscientizaria com maior facilidade para cuidar de suas águas.

O maior desafio para chegar aos 25% de tratamento é o custo financeiro. Mesmo assim Müller acredita que o dinheiro consiga ser arrecadado para as obras. “O tratamento do esgoto doméstico não é uma questão só de turismo, é saúde pública. O Meio Ambiente não é de um partido, é de todos, por isso todas as secretarias têm que trabalhar em conjunto para mudar esse quadro”, diz.

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