Publicado em Contos, Pessoal

Dia de Musa

Quem voltimeia anda comigo, com certeza já me ouviu falando de uma tal de Poliana, ou Pandora. Pra quem não sabe, é uma cineasta, escritora e empresária carioca altamente fodástica. É, eu pago um pau pra ela e todo mundo sabe disso. E aí, que a admiração virou bate-papo, virou amizade ou sabe-se lá o que. E nessas conversas à distância, surgem dúvidas, filosofias e muitos, muitos conselhos um para o outro.

E como não podia deixar de ser, estes conselhos muito falam sobre os relacionamentos humanos com o sexo oposto. Muito mais do que simplesmente falar de sexo, é falar sobre jogos, sobre mentalidades, amadurecimento, censuras auto-impostas e sobre nossos erros, que se repetem over and over again.

E daí, que o meu texto do final do mês passado, “O Príncipe Encantado (ou não)”, foi escrito pra ela, como forma de homenagem. Mas ela também escreveu algo a respeito, que eu considero como um Prefácio do meu conto. Tá bom, já falei demais. Com a palavra, a musa:

Dia de Musa

A internet tem coisas que até a internet duvida. Como Fábio, um jornalista que um dia veio aqui no blog e ficou amarradão. Não deu um mês e a gente já tava mostrando textos um pro outro, não só os nossos, mas os de outras pessoas também. Assim, naturalmente, começamos a conversar sobre as coisas da vida, entendendo-se como coisas da vida o sexo, o trabalho e as relações inter-pessoais, exatamente nessa ordem. A real é que o Fábio mora em Blumenau e nos falamos volta e meia pelo msn. Nos escutamos e tecemos comentários. Somos meio que consultores para assuntos do sexo oposto um do outro e, uma das coisas que eu sempre disse é que todo garoto novo que nem ele, com vinte e poucos anos, merece ser comido por uma mulher mais velha, de trinta e tal, que nem eu. Minha tese gira em torno do fato de que a vantagem dos homens mais novos é a carga de neurose reduzida. Já a das mulheres mais velhas, é aliar o fetiche da balzaca à possibilidade de algo além do sexo burocrático e das conversas pra boi dormir. Mas, pra isso, há de se ter coragem, porque dá medo encarar um mulherão que já teve vários machos antes. Explico que, nesse tipo de relação, a linha do tempo, uma hora ou outra, se mostra implacável. É mais ou menos assim: enquanto o garoto batia sua primeira punhetinha e o máximo que fazia era arrasar no recreio, a mulher já esbanjava na prorrogação, fazendo (e levando) gol atrás de gol. Fábio acha legal meu discurso, apóia minha preferência, acha até que seria bom seguir meu conselho e arrumar um mulherão assim, mas ele não curte, fazer o quê? Ele gosta de garotinhas. E ponto final.
Acontece que o rapaz é escritor e já vinha me dizendo que tava bolando uns contos em que eu seria uma das personagens. Daí ontem me veio com esse texto. Além de alegrar meu dia (que chato ser musa…), ele escreveu pra todas as mulheres fortes e pra todos os garotos novos que as admiram. Um texto sobre encantamento, nudez e fetiche. Para comer com os olhos.

Sirvam-se à vontade:
https://fabioricardo.wordpress.com/2008/10/30/o-principe-encantado-ou-nao/

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Autor:

Fábio Ricardo é jornalista blumenauense apaixonado pelo mundo digital, por inovação e por histórias pra contar. Acha que a vida é melhor cercada de gatos, em cima de uma Harley, com uma caneta na mão e uma cerveja em cima da mesa.

Um comentário em “Dia de Musa

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