Publicado em Análise em Foco, Artigos externos, Crônicas, Música

A banda Calvin vai mesmo terminar?

Para ler ouvindo:  Calvin – …3, 2, 1, fim. (www.myspace.com/bandacalvin)
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Deu o que falar o último anúncio da Banda Calvin. Eles avisaram semana passada que iriam se afastar por tempo indeterminado dos palcos. Isso gerou controvérsias por parte da mídia especializada (chegaram a dizer que seriam férias de verão para encher a cara e caçar gatinhas) e muitos se assustaram pensando que o anúncio falava mesmo que a banda iria acabar. Para tirar a história a limpo, procurei alguns dos integrantes da Calvin para solucionar algumas dúvidas.

A verdade é que eles nem sequer tocam no assunto da banda acabar. A Calvin está melhor do que nunca, no melhor momento da sua carreira de 10 anos fazendo seu som. Os caras estão fazendo shows por tudo quanto é canto, têm um fã-clube repleto de meninas bonitinhas que gritam alto seus nomes durante os shows e não têm motivo algum para “dar um tempo” com a banda. Como explicaram os rapazes, é um tempo PARA a banda, e não um tempo DA banda.

Não existe qualquer motivo para desespero. A Calvin é uma das melhores bandas do cenário roqueiro da nossa região. Eles têm comprometimento, têm garra e têm também o mais principal quando o assunto é rock: amizade. Mesmo que a banda acabasse, eles com certeza continuariam se reunindo para se divertir. E nada melhor para se divertir do que fazer um som. Por isso, posso dizer que essa pausa não é um fim, e sim um caminho a ser seguido.

Longe dos palcos por alguns meses, eles terão tempo e foco para concretizar a gravação do novo CD, coisa que vem se arrastando por mais tempo do que deveria. Arranjos novos, composições colocadas em prática e os detalhismos mais insignificantes serão vistos com calma pela banda, que volta destas férias com a obrigação de trazer o melhor álbum de sua carreira na bagagem. Depois disso, os shows voltam a todo vapor.

Mas não sou inocente de dizer que não há riscos em se fazer uma pausa num momento tão importante para a carreira da banda. Pode ser que tudo dê errado e nada saia como imaginado.

Por isso, detalharei abaixo as três opções que se desenham para o futuro da Calvin:

Opção 1:

Durante os retiros de dias e mais dias passados no sítio em Timbó para organizar o som, os membros da banda irão “encontrar Jesus” e fundar uma nova religião. Os agora Pastores do Rock timboense passarão as tardes em rituais pagãos envolvendo peixes vivos cortados ao meio com machadadas e bebendo o sangue conseguido durante o processo do guitarrista Juvi de colocar um novo (e ainda maior) alargador na orelha. Os músicos trocarão seus nomes para Helton, Juventino, Ramon, Marcelo e Denis (ok, esse continua igual), o que condiz mais com sua nova personalidade. Para ampliar a divulgação do novo estilo da banda, Carolyny, Bê e Gabi vão gravar vídeos no Youtube fazendo covers de Rodox e Mara Maravilha. A banda se mudará para Balneário Camboriú onde fundará sua igreja, cuja cruz trará um dos integrantes da Fresno de braços abertos (e ainda vivo). Betão, Dido e Pulga, da Parachamas, serão contratados para tocar flauta transversal, harpa e oboé nos cultos.

Opção 2:

Depois de horas de muita discussão arrumando os detalhes da gravação do novo CD, uma briga interna afastará para sempre Chico e Juvi. Chico vai se mudar para o Rio de Janeiro, onde irá arrumar um novo empresário e seguir carreira solo (qualquer semelhança com o acontecido com uma banda blumenauense esse ano é mera coincidência). Enquanto isso, Juvi vai assumir os vocais e Kaiser deixa o teclado para voltar a tocar guitarra. O futuro da banda fica indeciso quando o rumo começa a mudar sem a imagem de Chico à frente do grupo. As músicas compostas por Juvi terão uma semelhança óbvia com os gritos do AC/DC, enquanto Kaiser vai insistir em regravações de canções clássicas do Greenday. Isso causará uma nova ruptura, fazendo com que o fim da banda chegue em breve. Chico, por sua vez, deixará a franja crescer e assumirá uma vertente emo-pop, logo alcançando o topo das paradas. Mas em 4 meses a moda muda novamente e ele tentará se enquadrar no estilo From UK. Com cabelo já descolorido, amargará o esquecimento após uma nova mudança de moda musical do momento, passando a se apresentar apenas em churrascarias e terminais urbanos de ônibus em troca de moedas.

Opção 3:

A banda nem irá se preocupar com o monte de baboseiras ditas pelos que tentam achar motivos para demonstrar sua inveja à respeito do sucesso dos rapazes. Irá passar meses enfurnada dentro de um estúdio e os rapazes trarão de lá o melhor CD que uma banda local já apresentou em nossa região. Voltarão em 2010 para os palcos mais coesos, mais evoluídos e ainda mais amigos. Ganharão ótimas críticas e serão um sucesso nas rádios. E vão, de show em show, voltando a suas vidas normais, repletos de amigos, lembranças, brincadeiras e muita – mas muita! – música de boa qualidade.

Boa sorte, rapazes! Estarei aqui esperando por novidades sobre as gravações e torcendo para que as opções 1 e 2 não se manifestem por um segundo sequer. A terceira opção, entretanto, será bem vinda para trazer com força total o destaque que a banda merece por estes anos de dedicação à cena musical de nossa região.

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Esse artigo foi publicado no portal Análise em Foco, no Panorama Cultural, caderno de cultura de lá. Como ainda não estão prontos os sistemas de comentários da coluna lá (2010 teremos sim!) publico aqui no meu blog também apenas para perguntar a vocês:

O que vocês acham que vai acontecer com a banda Calvin?

***(as melhores respostas serão publicadas na próxima coluna, e a melhor de todas receberá um prêmio especial do Panorama Cultural)

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Autor:

Fábio Ricardo é jornalista blumenauense apaixonado pelo mundo digital, por inovação e por histórias pra contar. Acha que a vida é melhor cercada de gatos, em cima de uma Harley, com uma caneta na mão e uma cerveja em cima da mesa.

7 comentários em “A banda Calvin vai mesmo terminar?

  1. A banda é ruim pacas. Emo da pior qualidade. Mas eles tem bastante amigos que não gostam de sinceridade e várias fãs meninas sem critério. Mas qualquer pessoinha com critério musical saca isso, acho que você ta falando bem por que é amigo, não posso crer que um jornalista tem essa opinição.

  2. Ana Paula,

    Sim, sou amigo deles e acredito que esteja óbvia a noção de que este é um artigo voltado aos fãs da banda. Se não, não haveria motivos para citar nomes dos conhecidos ou situações que apenas quem estava presente vai se recordar.

    Mas sobre um jornalista ter essa opinião, creia. É possível sim ;).

    Não sou um fã de música emo. E sim, concordo com as semelhanças deles com as bandas emo. Usar a Fresno na opção 1 foi justamente para pegar no pé deles, que eu mesmo já chamei de emo algumas vezes.

    Pois bem, não por ser emo (ou o estilo que for) que uma banda é ruim. Mesmo que eu não goste do som, eu tenho a obrigação como jornalista cultural que sou, de avaliar a banda livre de preconceitos, coisa que você não parece ter feito.

    Eu acho o som da Calvin gostoso de se ouvir e até tenho um CD deles. Acontece que tirando as bandas de metal (já explico pq) a banda Calvin é a que melhor trabalha sua sonoridade em nossa região. Ouça grandes nomes locais como Osny (MUITO bom) e procure achar um detalhamento tão apurado na sonoridade. Você não vai encontrar.

    Num nível acima estão as bandas de metal .ESSAS SIM dão um show em Blumenau. Sua produção musical é melhor que qualquer outra.

    Abraços e responda por aqui!

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