Área Azul é a solução? – no Portal Controversas

Publiquei ontem no Portal Controversas um texto falando sobre a recente ampliação da Área Azul para a região do bairro Victor Konder. Você pode ler o texto na íntegra aqui: http://controversas.com/cotidiano/area-azul-e-a-melhor-solucao/

No texto falo sobre a necessidade de invadir uma zona residencial para resolver um problema comercial. E atento para o fato de a prefeitura estar jogando pesado para desestimular o blumenauense a usar seu carro no dia-a-dia para o trabalho.

Isso somado ao fato de que os carros estão extremamente baratos (hoje qualquer um pode comprar um carro, sério), um sistema de transporte coletivo risível e caro, e a falta de ciclovias e de segurança para pedalar/andar de skate/andar de patins, leva o blumenauense diretamente para trás do volante.

Isso causa trânsito pesado, congestionamento, a necessidade de mais sinaleiras e por aí vai. Com a colocação de Área Azul no centro, as pessoas não podem ir de carro para o trabalho, deixando ele lá parado o dia inteiro, e por isso buscam bairros residenciais para deixar o seu carro e ir caminhando até o Centro. Por isso, agora a prefeitura se viu na posição de colocar a Área Azul também no bairro Victor Konder, e impedir isso.

Hoje o jornalista Evandro de Assis (ou Muleta, como queiram), editor e colunista do Jornal de Santa Catarina publicou um texto sobre o mesmo assunto, onde fala:

Os carros não são bem-vindos no Centro de Blumenau. Há uma série de fatos aparentemente isolados em andamento que sinalizam a vontade municipal de dificultar o uso do transporte motorizado individual na região central. Não se trata apenas de privilegiar ônibus e pedestres, mas de desestimular o uso do carro.

Para ler o texto completo dele, basta visitar o site do jornal.

 

E aí, qual a melhor forma de resolver os problemas viários de Blumenau?

Transforme seu TOP 10 em um TOP 11.

Cuidado com as listas.

Gostamos de listas TOP 10 porque elas são finitas.

Estamos cercados de listas de TOP 10. Existem também as complicadíssimas de se fazer listas de TOP 5. Outros, malucos, ousam criar listas de TOP 3. O ser humano gosta de listas. Ele gosta de se certificar que o mundo é finito, está sobre controle. Por isso as listas de TOP 10 (e de TOP o número que for) fazem tanto sucesso.

Se você tentar pensar em todos os livros que já leu nos últimos anos, vai passar um bocado de trabalho. Seu cérebro vai ter que fazer um esforço hercúleo e mesmo assim você sempre terá a sensação de que se esqueceu de alguma coisa. Acontece.

Criando uma lista de “TOP 10 Melhores livros que li na faculdade” na sua mente, porém, parece mais seguro. O limitador numérico dá a segurança de que o trabalho terá um fim e seu cérebro poderá, enfim, descansar. Acontece que o valor numérico é um limitador perigoso quando o nosso interesse vai além de se fazer uma listinha dos melhores filmes assistidos no ano.

Se você tentar fazer, por exemplo, uma lista com as 10 pessoas mais interessantes que você já conheceu na sua vida, tenho certeza que será um pouco mais difícil. Como deixar aquele colega de faculdade de fora? Está certo que ele era meio chato às vezes, mas o sujeito era definitivamente interessante. Mas como você poderia colocar ele na lista, tendo que – para isso – retirar da lista o professor do primeiro semestre, que te ensinou tantas coisas de uma maneira que você sequer imaginava.

Em qualquer lista que mexa com o seu emocional (ou com um problema realmente mais grave que listas de filmes e músicas, como o futuro da sua empresa) o limitador numérico pode se transformar em um empecilho. Como você pode julgar os fatos tão racionalmente se eles aconteceram em momentos diferentes de sua vida, quando você tinha pretensões diferenciadas e sonhava sonhos diferentes?

O que quero dizer aqui é que a gente muda. Nosso TOP 10 é, na verdade um TOP 11. Ou um TOP 12. Às vezes não passa de um TOP 7. Nós gostamos de muitas coisas diferentes, e depois gostamos de outras coisas mais diferentes ainda.

No trabalho é a mesma coisa. Nosso foco profissional é algo extremamente claro em nossas mentes. Hoje. Amanhã nosso foco poderá ter mudado. E aquele TOP 10 de coisas a serem feitas antes dos 30 anos de idade ganham novos itens. E outros itens nunca serão cumpridos. Não faz mal. Você não falhou. Você mudou.

Por isso, as listas de TOP 10 são tão perigosas. Se não pensarmos que elas são mutáveis e não são tão rígidas quanto fazemos elas parecerem, estamos correndo o risco de pararmos de evoluir. De lutar pelas mesmas coisas que lutávamos há 5 anos, e que agora já não  é o mais acertado a se fazer.

Mantenha seu TOP 10 sempre em mutação. Não coloque arestas na sua vida. Tudo bem se você mudar de ideia. Tudo bem se você não conseguiu definir logo que saiu do segundo-grau se quer turismo ou veterinária, medicina ou engenharia.

Tudo bem se o TOP 10 da sua vida não parece estar completo.

Ele ainda pode virar um TOP 11.

Papai Noel debaixo d’água no Aquário de Santos

Ho Ho Ho ou Glub Glub Glub?

O Aquário de Santos inovou ao colocar seu Papai Noel embaixo d'água. (Foto: Jornal A Tribuna)

Da última vez que estive em Santos, tive a sorte de conseguir passar para conhecer o Aquário de Santos. É o mais antigo aquário público do Brasil, algo como um zoológico apenas para peixes.

O lugar é mágico. Para gente vidrada em peixes como eu é uma maravilha. Ficava procurando as espécies, relembrando as noites viradas na pesquisa de internet para aprender um pouco mais. Lá vi que o aquário dos palhaços não estava nas melhores condições de uso, e que o tubarão estava num aquário muito pequeno. Mas também foi lá que vi o mais belo (e grande!) Oscar que já vi, além de pinguins e todo – TODO -  tipo de peixe de água doce ou salgada. São ótimas as lembranças de lá.

Natal embaixo dágua

No dia 23 de dezembro, o Aquário de Santos desejou um Feliz Natal para seus visitantes de uma forma um tanto inovadora. Dentro do maior tanque de peixes e tartarugas, lá estava o bom velhinho, mergulhando. Um Papail Noel Mergulhador. Com tudo que tinha direito, diga-se de passagem. Por cima da roupa de mergulhador, o Papai Noel vestia seus trajes já bastante conhecidos. Só precisou trocar as botas pelo pé de pato. Eu imagino a cara da criançada ao ver isso!

Abaixo, algumas fotos que fiz na minha visita ao Aquário de Santos:

Are you talking to me?

Esse é o Oscar bonitão que eu fotografei em Santos. (Foto: Fábio Ricardo)

Mantenha distância.

Lá também tinha um belo tanque de piranhas. (Foto: Fábio Ricardo)

Fuçando no meio das pedras.

Mais um morador do Aquário de Santos. (Foto: Fábio Ricardo)

O negócio começou a ficar preocupado.

Esse aqui já é no aquário principal. Sim o Papai Noel dividiu o tanque com ele. (Foto: Fábio Ricardo)

Ficou bonitão, vai dizer.

Além de peixes, o Aquário também tem pinguins. (Foto: Fábio Ricardo)

O Último EP dos Parachamas

O Último EP

Banda celebra nova fase com novo EP.

Pra quem ainda não ouviu, fica aí a dica:

A Parachamas – banda blumenauense que agora se aventura em São Paulo – acabou de lançar (nessa segunda, dia 19/12) seu último EP. O nome do Último EP é exatamente esse: “O Último EP”.

Mas por que o último? A banda vai acabar?

Não, não, calma. O lance é que a banda tá se preparando pra lançar um CD oficial, aquela coisa mais bonitinha e mais completa e talz. Mas taí o “Último EP” para que vocês possam ouvir e baixar de graça.

Pra quem quer um pouco de spoiler, eu diria que esse EP (tem 5 músicas) está bem mais pop. Mais “emo”, eu diria pra encher o saco do Alexandre. Os metais não são mais a coisa que mais chama a atenção (apesar de ainda serem um baita diferencial), e o som ficou mais dançante, mais cara de pista de balada, mais matinê. Mais Sabonetes, sabe?

Isso não deixa o som menos qualificado, apenas atrai mais facilmente uma legião de menininhas pra frente do palco. E vale sempre lembrar a Stuart nessas horas: “Precisamos de meninas bonitas pra aplaudirem nossas músicas”.

No fim, é um bom EP, bem produzido e com uma sonoridade gostosa de ouvir. É música de balada, de domingo a tarde no Donna D (bons tempos, hein?), de ouvir no carro indo pra praia com sua camisa xadrez de botão e seu óculos de aros grossos. É aquela coisa mezzo-indie, mezzo-pop, mezzo-qualquer coisa pra se ouvir despretensiosamente, mas sempre se divertindo.

Links? Claro!

Ouça aqui: http://oultimoep.tumblr.com/

Baixe aqui: http://soundcloud.com/parachamas/sets/parachamas-2011-o-ltimo-ep/

Siga aqui: http://twitter.com/#!/PARACHAMAS

INFRAESTRUTURA

O que a prefeitura tem contra a cidade? As obras urbanas são um desperdício e apenas transferem os problemas de lugar. A mobilidade em Blumenau é patética, pois as vias são estreitas demais para o convívio entre carros e bicicletas e para a agilidade de ônibus e caminhões. As calçadas, quando existem, raramente são adequadas a cadeirantes. Os corredores de ônibus não impedem o atraso dos coletivos nos bairros. Enquanto isso, comemora-se empreendimentos imobiliários que concentram centenas de pessoas em lugares supersaturados. Tenho medo da Blumenau de 2050.

Leonardo Contesini
Redator – Blumenau

O dia que conheci Charles Bukowski

- Essa cadeira tá livre?
- Tá sim, pode pegar.
- Tô perguntando se eu posso sentar aqui.
Um alarme soou na minha cabeça. Olhei rapidamente em volta, os olhos percorrendo o ambiente com asas nos pés, dando cambalhotas por entre as mesas e desviando do garçom. Ao chegar novamente em minha mesa, meus olhos comprovaram: o bar estava praticamente deserto. Não existia nenhuma única razão para que alguém fosse querer sentar justamente na minha mesa, já ocupada.
Levantei os olhos e vi um sujeito de rosto marcado e barba mal feita. Os cabelos, sebosos, estavam bagunçados no topo da cabeça e deixavam aparecer alguns espaços vazios, onde já estavam ralos.
- E por que você quer sentar justamente nessa mesa?
- Porque você tá lendo meu livro. – falou, já puxando a cadeira e se sentando ao meu lado.
Olhei para o seu rosto sem querer acreditar. Com um esforço mental, virei o livro e olhei a contracapa, em que a foto comprovava: Charles Bukowski estava sentado ao meu lado numa choperia qualquer em plena tarde de terça.